quinta-feira, 28 de abril de 2011

Autoimagem

Ok, colegas... depois de uma terapia mais que rentável emocionalmente, criei coragem para dividir mais alguns pensamentos.

Hoje conversei muito sobre o incômodo que me causam as bagunças que eu mesma faço e não consigo arrumar, e da forma como me sinto frustrada quando percebo que meu mundo externo, nada mais é do que uma pequena amostra do meu mundinho imperfeito interior.
Quando tais frustrações me assolam fico pensando em quanto sou incapaz de me movimentar no sentido de tentar organizar a minha bagunça, e a alheia também. E depois de uma terapia com muita catarse, agora fica mais claro que a frustração existe por que:
1º: Cada um que cuide da sua bagunça, e quando alguém faz alguma "sujeira" aqui dentro, foi consentida por mim, então... aí está o meu problema: permissividade excessiva;
2º: O sentimento de "incapacidade" vem de muito além do que me constitui; vem também de tudo aquilo que projetaram em mim e eu, em algum momento da vida não fui capaz de selecionar.
Assim, temos o problema central, o foco: Internalização de conceitos alheios sobre si mesmo.
Tá bom, alguns podem até achar que isso é papinho de psicólogo frustradinho (rs), mas tenho certeza que todos já passaram por esse problema.
Quem nunca ouviu uma crítica e se perguntou: será que realmente sou tudo isso? E ai, quando o chão parece fugir aos nossos pés a autopunição acaba sendo a 1a opção de resposta.
Mas esses momentos devem ser vividos, compreendidos e superados... pois a vida continua, você resolvendo-os ou não. Então, embora seja a opção mais difícil, mas também é concerteza mais válido, saudável e proveitoso quando criamos coragem e enfrentamos a nós mesmos, nossos fantasmas.
Mesmo por que... o primeiro passo para modificar algo que nos desagrada é aceitá-lo, seja esse algo um ambiente, uma relação ou você mesmo. Ah, aceitá-lo não é se conformar com ele e achar que as coisas são assim por que TÊM que ser assim. Mas que são assim por que o caminho percorrido levou a isso, mas não é o fim, não é o fechamento de um ciclo... do contrário... pra que EVOLUÇÃO!?
Bem, lendo esse post novamente percebi a bagunça que sou capaz de fazer... mas devagar eu estou aprendendo.

C'est la vie...

domingo, 17 de abril de 2011

Boas vindas

Há muito tenho pensado em criar esse blog. Mas faltava-me além de tempo e disposição para me dedicar a ele, a coragem (confesso) de escrever sobre mim, em todos os sentidos que tal palavra pode alcançar, e assim dividir um pouco do que sou/fui/serei.
Sentir, refletir e escrever sempre fizeram parte de mim, mas já há algum tempo tenho deixado a 3a parte de lado, o que foi fazendo com que eu sentisse como se "perdesse tal habilidade", mas resolvi enfrentar a mim mesma e retomar essa prática rs.
Espero desenferrujar aos poucos...
O título do blog é uma herança da minha paixão confessa por Clarice Lispector. Inspirei-me no texto "Felicidade clandestina" pois sempre que o leio penso na beleza e magia que é o sentimento humano, e também nas semelhanças e sutis (ou não) diferenças na maneira que cada indivíduo possui de dar vida à eles, e do delicado processo que é transportá-los do seu universo particular para a realidade compartilhada.

 "...Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."

Boas vindas à mim!
Boas vindas àqueles que aqui irão compartilhar algo comigo!

Então... mãos à obra ;)

PAZ E BEM