Ok, colegas... depois de uma terapia mais que rentável emocionalmente, criei coragem para dividir mais alguns pensamentos.
Hoje conversei muito sobre o incômodo que me causam as bagunças que eu mesma faço e não consigo arrumar, e da forma como me sinto frustrada quando percebo que meu mundo externo, nada mais é do que uma pequena amostra do meu mundinho imperfeito interior.
Quando tais frustrações me assolam fico pensando em quanto sou incapaz de me movimentar no sentido de tentar organizar a minha bagunça, e a alheia também. E depois de uma terapia com muita catarse, agora fica mais claro que a frustração existe por que:
1º: Cada um que cuide da sua bagunça, e quando alguém faz alguma "sujeira" aqui dentro, foi consentida por mim, então... aí está o meu problema: permissividade excessiva;
2º: O sentimento de "incapacidade" vem de muito além do que me constitui; vem também de tudo aquilo que projetaram em mim e eu, em algum momento da vida não fui capaz de selecionar.
Assim, temos o problema central, o foco: Internalização de conceitos alheios sobre si mesmo.
Tá bom, alguns podem até achar que isso é papinho de psicólogo frustradinho (rs), mas tenho certeza que todos já passaram por esse problema.
Quem nunca ouviu uma crítica e se perguntou: será que realmente sou tudo isso? E ai, quando o chão parece fugir aos nossos pés a autopunição acaba sendo a 1a opção de resposta.
Mas esses momentos devem ser vividos, compreendidos e superados... pois a vida continua, você resolvendo-os ou não. Então, embora seja a opção mais difícil, mas também é concerteza mais válido, saudável e proveitoso quando criamos coragem e enfrentamos a nós mesmos, nossos fantasmas.
Mesmo por que... o primeiro passo para modificar algo que nos desagrada é aceitá-lo, seja esse algo um ambiente, uma relação ou você mesmo. Ah, aceitá-lo não é se conformar com ele e achar que as coisas são assim por que TÊM que ser assim. Mas que são assim por que o caminho percorrido levou a isso, mas não é o fim, não é o fechamento de um ciclo... do contrário... pra que EVOLUÇÃO!?
Bem, lendo esse post novamente percebi a bagunça que sou capaz de fazer... mas devagar eu estou aprendendo.
C'est la vie...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Boas vindas
Há muito tenho pensado em criar esse blog. Mas faltava-me além de tempo e disposição para me dedicar a ele, a coragem (confesso) de escrever sobre mim, em todos os sentidos que tal palavra pode alcançar, e assim dividir um pouco do que sou/fui/serei.
Sentir, refletir e escrever sempre fizeram parte de mim, mas já há algum tempo tenho deixado a 3a parte de lado, o que foi fazendo com que eu sentisse como se "perdesse tal habilidade", mas resolvi enfrentar a mim mesma e retomar essa prática rs.
Espero desenferrujar aos poucos...
O título do blog é uma herança da minha paixão confessa por Clarice Lispector. Inspirei-me no texto "Felicidade clandestina" pois sempre que o leio penso na beleza e magia que é o sentimento humano, e também nas semelhanças e sutis (ou não) diferenças na maneira que cada indivíduo possui de dar vida à eles, e do delicado processo que é transportá-los do seu universo particular para a realidade compartilhada.
"...Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."
Boas vindas à mim!
Boas vindas àqueles que aqui irão compartilhar algo comigo!
Então... mãos à obra ;)
Sentir, refletir e escrever sempre fizeram parte de mim, mas já há algum tempo tenho deixado a 3a parte de lado, o que foi fazendo com que eu sentisse como se "perdesse tal habilidade", mas resolvi enfrentar a mim mesma e retomar essa prática rs.
Espero desenferrujar aos poucos...
O título do blog é uma herança da minha paixão confessa por Clarice Lispector. Inspirei-me no texto "Felicidade clandestina" pois sempre que o leio penso na beleza e magia que é o sentimento humano, e também nas semelhanças e sutis (ou não) diferenças na maneira que cada indivíduo possui de dar vida à eles, e do delicado processo que é transportá-los do seu universo particular para a realidade compartilhada.
"...Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."
Boas vindas à mim!
Boas vindas àqueles que aqui irão compartilhar algo comigo!
Então... mãos à obra ;)
PAZ E BEM
Assinar:
Postagens (Atom)